segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Luiz Américo, Carlos Alberto cumpriu pena quando estava no Bota

A ‘passada’ de mão na bunda do zagueiro Léo, do Grêmio, no Brasileirão da Primeira Divisão do ano passado, quando ele ainda jogava pelo Botafogo — um fato que ganhou destaque em todo o País — continua trazendo sérias conseqüências para o apoiador Carlos Alberto. 

Por causa daquela atitude, no jogo disputado no dia 4 de outubro e que o Botafogo acabou perdendo por 2 a 1, a maior contratação do Vasco para a temporada de 2009 deverá desfalcar o time de Dorival Júnior nas três primeiras rodadas da Série B, do Brasileiro. 

Na ocasião, após trocar empurrões com o zagueiro, Carlos Alberto passou a mão no traseiro do adversário. Ele sequer levou cartão amarelo, mas, com base num vídeo do jogo, foi oferecida denúncia à procuradoria do STJD e o meia pegou um gancho de oito jogos. 

O Botafogo recorreu da sentença e a pena foi reformulada, caindo para três partidas de suspensão, número exato de rodadas que faltavam para o fim do Brasileiro. 

O assessor jurídico do Vasco, Luiz Américo Chaves, disse, ontem, que Carlos Alberto já teria cumprido a pena quando ainda defendia o clube alvinegro. “Pelo menos, foi o que o advogado do Botafogo me falou, que o Carlos Alberto havia cumprido os três jogos de suspensão”, afirmou Luiz Américo, referindo-se ao advogado Aníbal Rouxinol, do Botafogo, que não retornou as ligações do ‘Ataque’.

Mas Carlos Alberto não teria cumprido sequer um jogo de suspensão, já que rescindiu o contrato com o Botafogo dia 12 de novembro, antes do julgamento do caso em última instância. 

O meia não é um desconhecido no STJD. Ele já havia sido julgado, e absolvido, duas vezes, por ter sido expulso nos jogos contra Figueirense e Coritiba, também pelo Brasileiro de 2008. 

Carlos Alberto entrará na Justiça contra o Botafogo, cobrando três meses de salários atrasados, direitos de imagem, depósitos de FGTS e de INSS. Seu último jogo pelo Alvinegro foi no dia 25 de outubro, na vitória de 3 a 0 sobre o Ipatinga, no Ipatingão. 

Polêmica à parte, Carlos Alberto, que faz a pré-temporada do Vasco, em Vila Velha (ES), poderá estrear no Estadual, dia 24, contra o Americano, em São Januário. Neste domingo, toda comissão técnica já começou a usar os uniformes da Champs, novo fornecedor da material esportivo do Vasco, aposentando de vez os da Reebok. 

Fonte: O Dia Online

Entenda como funciona o fundo que está ajudando o Vasco a se reforçar

Quando disse que, no início de 2009, o Vasco precisaria "respirar com o ar dos outros" e recorrer a parcerias, o presidente Roberto Dinamite se referia à dificuldade financeira de um clube que precisava tanto contratar que se tornou o recordista no Rio, com 16 reforços — o zagueiro Leonardo assina hoje. O clube privilegiou jogadores livres no mercado e ampliou a área de atuação do fundo de investidores liderado pelo empresário Carlos Leite. Além do apoio financeiro, ele participou do recrutamento e de negociações no mercado. 

De início, o empresário foi usado para suprir a falta de experiência do clube no mercado de atletas. Mais à frente, será sócio, caso o Vasco não consiga pagar o direito econômico dos jogadores. 

— Ele apresentou propostas, algumas relacionadas a interesses dele e outras não. E nos deu caminhos no mercado para chegar a nomes que interessavam. À frente, poderá nos permitir ter jogadores comprados, investir em jovens — diz o vice de futebol José Hamilton Mandarino. 

— Se o Vasco, no decorrer do ano, não precisar de recursos, nosso retorno em vários casos será zero. Não viemos ganhar dinheiro agora, mas participar da reconstrução. Sou vascaíno — afirma Carlos Leite. 

Dos reforços, o fundo de investimento tem, por enquanto, participação nos direitos do lateral Fágner e do meia Enrico, que estavam presos ao PSV, da Holanda, e ao Üjugarden, da Suécia, respectivamente. Os empresários indicaram os jogadores, compraram os direitos e colocaram os jogadores no Vasco em troca de percentuais em futuras vendas. Há outros casos. O meia Jéferson e o zagueiro Gian fizeram contratos de três anos. 0 Vasco ficou com 60% dos direitos, com pagamento em parcelas. Se não puder quitá-las, os investidores o farão e passarão a ter participação. 

— Atuaríamos num segundo momento, se o clube precisar — diz Carlos Leite, lembrando que o fundo não ajuda a pagar salários. 

O lateral Fernandinho — agora Fernando Galhardo — e o volante Nílton foram cedidos por um ano. O Vasco pode estender os contratos e, se não puder pagar, terá ajuda dos investidores, que se tornarão sócios. Caso do lateral Paulo Sérgio, que fez contrato de três anos. O Vasco ficou dono de um percentual e tem prazos para pagar as parcelas, podendo usar recursos do fundo. Já os paraguaios Pedro Vera e Milton Benítez, emprestados até dezembro, serão avaliados e o Vasco pode decidir liberá-los no meio do ano ou mantê-los, com ou sem ajuda do fundo. 0 zagueiro Titi e o lateral Ramon ficam só por um ano. 

Dos reforços, Leite só é agente de Léo Lima e Carlos Alberto. Sem custo, o Vasco ficou com 30% de uma eventual venda de Léo Lima. A aposta das duas partes é voltar a valorizá-lo. Já Carlos Alberto foi cedido peto Werder Bremen, que pagará grande parte do salário. Ao contrário do usual, a parceria não obriga o clube a vender um jogador em caso de propostas. 

— Há gente que precisa ganhar dinheiro e o Vasco saberá entender. Mas a palavra final é do clube. Não prejudicaríamos o Vasco — diz Leite. 

— Usamos poucos recursos para montar o time — festeja Mandarino. 

Fonte: O Globo

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